EGOISTICAMENTE QUESTIONADA: UMA DIETA SUSTENTÁVEL TAMBÉM É Hoje, Gretchen Faust pergunta- ria: O que você acha do cardá- pio? Se ele fosse carnívoro e comesse apenas produtos de origem animal, e se ela fosse vegana por razões morais e climáticas, o caso que se segue no drama acabaria mal. O tema há muito se tornou uma batata quente. Mas longe de todas as convicções indi- viduais: cientificamente falando, o que é uma dieta saudável? E isso também é sustentável? Questão controversa – Consumo de carne É aqui que as ondas se levantam. Como conciliar a produção animal, o bem-estar animal e a proteção climática? Diferentes abordagens de solução colidem. O fato é: a carne ainda é um alimento popular. Em média, os alemães comem cerca de 60 kg de carne por ano e estão em um nível médio alto, em comparação com o resto do mundo. Australianos e america- nos consomem mais de 100 kg de car- ne por ano. Estatisticamente, um quilo de carne bovina consumido por semana por cada alemão é equivalente ao CO2 de uma viagem de carro de 87 km. Um quilo de vegetais, por outro lado, equivale a apenas um quilômetro, e um quilo de lentilhas ricas em proteínas a 7,5 quilô- metros. A Sociedade Alemã de Nutrição reco- menda uma dieta saudável de 300 a 600 g de carne por semana. Isso seria cerca de duas refeições. “Essa redução é boa para o clima e reduz nosso risco de doenças como diabetes tipo II, doenças cardiovasculares e vários tipos de câncer de cólon. Ao mesmo tempo, absorvemos os nutrientes presentes na carne, como ferro, zinco, selênio e vitami- nas do complexo B.” Muita carne afe- ta o sistema imunológico. No intestino vivem milhões de bactérias, o chamado microbioma. É importante para nosso sistema imunológico, entre outras coisas. Acredita-se que o consumo excessivo de SAUDÁVEL? carne cause a proliferação de bactérias potencialmente agressivas no microbio- ma, que podem causar inflamação e, a longo prazo, câncer de cólon. Além dis- so, de acordo com um estudo recente dos EUA, muita carne vermelha no intes- tino leva à formação de uma molécula que afeta negativamente a coagulação do sangue e, portanto, pode favorecer derrames e ataques cardíacos. Recomendação de pirâmide nutricional A nossa dieta deve ser composta por três quartos de produtos vegetais. Em primeiro lugar estão os produtos à base de cereais e as batatas. Estes são produtos de amido, carboidratos que fi- caram um pouco em descrédito. Segun- do Anja Jung, o corpo precisa deles para o metabolismo e como fontes de energia. Legumes e frutas, além de vitami- nas e minerais, contêm importantes substâncias vegetais secundárias que, de acordo com muitos estudos, pre- vinem o desenvolvimento do câncer. As proteínas também podem ser substituí- das por substâncias vegetais. Por exem- plo, a soja é a que mais se aproxima da proteína animal. Mas também nozes, len- tilhas, feijão, feijão preto ou grão de bico são fontes de proteína com um perfil de CO2 econômico. As fibras dietéticas são de particu- lar importância. Elas estão localizadas na casca do grão e são trituradas em produtos integrais. Elas também são en- contradas em frutas e vegetais. Não po- demos metabolizar as fibras alimentares. Elas incham no estômago, causam uma sensação de saciedade e impedem o au- mento repentino dos níveis de açúcar no sangue. Eles também mantêm uma flora intestinal saudável, previnem a inflama- ção intestinal e os divertículos e extraem o ácido biliar do corpo, que, de outra for- ma, permaneceria no corpo e causaria o aumento nos níveis de colesterol. Depois dos produtos lácteos, segue-se a carne em direção ao topo da pirâmide e, no fi- nal, óleos e gorduras. Aqui, a moderação está na ordem do dia. A eterna questão da água Quanta água por dia é suficiente? Anja Jung recomenda a seguinte regra de ouro: um mililitro de água por quiloca- loria consumida. Quem consome entre 2000 e 3000 quilocalorias por dia deve beber entre dois e três litros. Em média, já consumimos cerca de um litro de líquidos por dia com as refeições: Tomates, pepi- nos ou alface têm altos níveis de água. Restam apenas 1,5 a 2 litros. A água da torneira é um dos alimentos mais bem controlados e monitorados. Os meios de transporte ou embalagem não são afeta- dos quando consumidos. Nossas células precisam de água para o metabolismo e a transmissão de estímulos. Beber refri- gerantes ou sucos açucarados absorve calorias que precisam ser metabolizadas novamente. Portanto, por definição, eles não contam como uma bebida; café ou chá, por sua vez, sim. De manhã, come- çamos o dia com um déficit de líquidos de um litro. Essa quantidade foi consumida pelo corpo durante o sono. Além disso, o metabolismo está em alta pela ma- nhã e requer mais água do que à tarde e à noite. Aqueles que mal bebem água até o meio-dia caem em um baixo desempe- nho, porque o sangue engrossa um pou- co e, portanto, circula menos. O resulta- do: nós nos sentimos cansados, exaustos e sem energia. Um déficit permanente de líquidos leva a uma má digestão, proble- mas circulatórios, dor de cabeça. Em ca- sos extremos, pode até levar a problemas renais a longo prazo. DICA: Permanece em forma quem, durante a manhã, bebe um grande copo de água a cada hora, de preferên- cia aromatizado com limão, frutas fres- cas ou ervas. Beber dois litros de uma só vez não adianta: A mucosa intesti- nal limita a capacidade de absorção a meio litro por hora. 02.2023 | Xpress 15